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'O Perigo dos Julgamentos


Quem Julga, a Si Mesmo Condena

Andréia Bello

“Portanto, és inescusável, ó homem, qualquer que sejas, quando julgas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu que julgas, praticas o mesmo.” Romanos 2:1 e 2

Conforme o texto de Romanos 3:23, todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. É preciso ressaltar: TODOS pecaram. Estamos todos no mesmo barco! O pecado entrou no mundo por meio de Adão e, por isso, todo homem já nasce pecador. Graças a Deus por Jesus Cristo, através de quem temos a salvação e a remissão dos nossos pecados. Ele é o último Adão, o único que viveu nessa terra sem cometer pecado e, por isso, destituiu o poder da morte e do pecado. Então, continuamos pecadores, mas, se cremos em Cristo, somos vivificados por Ele e temos a remissão dos nossos pecados.

Isso é maravilhoso! Somos pecadores, mas somos santos em Jesus! Porém, tudo isso é pela graça e misericórdia de Deus e não pelas nossas próprias forças. Nós não somos nada, não podemos nada, somos míseros pecadores sem Cristo. Com ele, contudo, somos filhos de Deus.

Então, a graça de Deus é para todos, já que todos pecaram. Deus não faz acepção de pessoas. Ele recebe e perdoa a todos que O procuram de coração. Somos todos iguais, estamos todos na mesma situação, então por que julgamos uns aos outros? É incrível a nossa capacidade de sempre esperar e pensar o pior do outro, não é verdade? Se alguém faz algo que não me agrada, penso logo que essa pessoa não presta, dificilmente paro para pensar no que motivou aquele ato ou se realmente aquela pessoa foi culpada. É mais fácil julgar e condenar as pessoas do que ter um pouco de misericórdia e paciência.

No texto acima, Paulo faz uma admoestação muito séria: somos indesculpáveis se julgamos ao nosso próximo e cometemos o mesmo erro. Mesmo se não cometemos esse mesmo tipo de erro, não devemos julgar, afinal estamos sujeitos a cometer outros erros. E pecado é pecado, não interessa qual o seu tipo. O único que tem autoridade e poder para julgar é Deus. Devemos deixar tudo nas mãos Dele. É engraçado que o próprio Jesus disse que não veio para julgar o mundo e sim para salvá-lo (João 12:47). Quem somos nós, então, para julgarmos o nosso próximo?

Em outro trecho, Jesus disse: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós. E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão” (Mateus 7:1 a 5).

Essa é mais uma prova de que Deus não suporta julgamento entre nós, seus filhos. Isso porque somos todos iguais, sujeitos às mesmas paixões, somos todos pecadores. Não temos o direito de julgar e condenar alguém.

Quanto mais próximos estivermos de Deus, mais nítida aos nossos olhos será a nossa condição e menos audácia teremos de julgar o nosso irmão. Então, julgar o próximo não é sinônimo de santidade, ao contrário, é sinônimo de carnalidade.

Vamos ter misericórdia e amor uns pelos outros, assim como Cristo teve e tem por nós e vamos parar de emitir julgamentos quanto ao proceder dos nossos irmãos.

Pense nisso!

 

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